A queda de rendimento no meio do treino raramente é falta de disposição ou "preguiça mental". Na maioria dos casos, é um fenômeno fisiológico mensurável: a perda de eletrólitos pelo suor altera o equilíbrio hidroeletrolítico, compromete a contração muscular e reduz a entrega de oxigênio aos músculos. O Position Stand do American College of Sports Medicine (ACSM) sobre hidratação aponta que uma desidratação de apenas 2% do peso corporal — algo que ocorre em cerca de 60 minutos de treino intenso em ambiente quente — já é suficiente para reduzir o desempenho aeróbico em 5% a 10%.
Se você treina há algum tempo e sente que "trava" na metade da sessão, perde força nas últimas séries ou tem câimbras frequentes, este artigo é para você. Vamos cobrir a fisiologia da sudorese, os sintomas precoces de desidratação, por que beber só água não basta e como estruturar uma estratégia intra-treino baseada em evidências.
1. O que acontece no seu corpo quando você sua
O suor não é apenas água. Quando você treina, o corpo ativa o sistema termorregulador para dissipar calor — e a sudorese é o principal mecanismo. Cada gota de suor que evapora carrega com ela uma quantidade significativa de minerais que são fundamentais para o funcionamento muscular e nervoso.
De acordo com revisão publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition (JISSN), a composição média do suor humano contém aproximadamente:
- Sódio (Na+): 460 a 1.840 mg/L
- Cloreto (Cl-): 710 a 2.840 mg/L
- Potássio (K+): 195 a 390 mg/L
- Magnésio (Mg++): 0,2 a 2,4 mg/L
- Cálcio (Ca++): 16 a 80 mg/L
A taxa de sudorese varia entre 0,5 e 2 litros por hora em atletas, dependendo de intensidade, temperatura ambiente, umidade e aclimatação individual. Em treinos de musculação de alta intensidade em academias sem boa ventilação — cenário comum no Brasil — não é difícil perder de 800 ml a 1,2 litro em uma única sessão.
Esses eletrólitos têm função direta na performance:
- Sódio e potássio regulam o potencial de membrana das células nervosas e musculares — sem o gradiente correto desses íons, o impulso nervoso que faz seu músculo contrair simplesmente não acontece com eficiência.
- Magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas, incluindo a produção de ATP — a "moeda energética" da célula.
- Cloreto mantém o equilíbrio osmótico e o pH sanguíneo.
Quando esses minerais caem abaixo do nível ótimo, a maquinaria fisiológica do treino começa a falhar — mesmo antes de você sentir sede.
2. Sintomas de desidratação leve que já comprometem o treino
Existe uma percepção equivocada de que a desidratação só se manifesta quando você "está com muita sede" ou suando excessivamente. A literatura científica é clara em contradizer isso: a sede é um indicador tardio da desidratação.
O Position Stand do ACSM sobre Exercício e Reposição de Fluidos (Sawka et al., 2007) descreve uma cascata de sintomas que aparecem em graus crescentes de perda hídrica:
Desidratação leve (1-2% do peso corporal):
- Redução de 5-10% na performance aeróbica
- Aumento da percepção de esforço (a mesma carga "parece mais pesada")
- Leve aumento na frequência cardíaca de repouso
- Diminuição da concentração e foco
Desidratação moderada (3-4% do peso corporal):
- Queda significativa de força e potência
- Câimbras musculares
- Tontura, náusea
- Aumento da temperatura corporal central
- Boca seca, urina escura
Em termos práticos: se você pesa 75 kg, perder 1,5 kg (2%) durante o treino já te coloca na faixa em que a performance cai mensuravelmente. E esse cenário é trivialmente comum — basta uma sessão intensa de 60-90 minutos.
Estudos publicados em Sports Medicine também correlacionam a desidratação com aumento do estresse cardiovascular: o sangue fica mais viscoso, o coração trabalha mais para bombear, e a entrega de oxigênio aos músculos cai. É a definição literal de "queda de rendimento no treino".
3. Os 4 eletrólitos essenciais para performance
Sódio (Na+)
É o eletrólito perdido em maior quantidade no suor e o mais crítico para reposição. O sódio mantém o volume plasmático (volume de sangue), permite a absorção intestinal eficiente de água e glicose (via co-transportador SGLT1) e regula a função neuromuscular. A diretriz do ACSM recomenda que bebidas intra-treino contenham entre 300 e 700 mg de sódio por litro para sessões superiores a 60-90 minutos.
Potássio (K+)
Atua em conjunto com o sódio no potencial de ação das células musculares. Estudos sugerem que a depleção de potássio está associada a fadiga muscular precoce e maior risco de câimbras. A ingestão adequada de potássio também está relacionada à manutenção da pressão arterial em equilíbrio durante o esforço.
Magnésio (Mg++)
De acordo com revisão publicada na revista Nutrients (Zhang et al., 2017), o magnésio é cofator essencial na produção de ATP e na contração-relaxamento muscular. Atletas tendem a apresentar maior demanda de magnésio devido à perda no suor e ao aumento da utilização metabólica. Evidências indicam que a suplementação pode auxiliar na função neuromuscular e na recuperação.
Cloreto (Cl-)
Frequentemente esquecido, o cloreto é o segundo eletrólito mais perdido no suor (depois do sódio). Ele é essencial para a manutenção do equilíbrio ácido-base, da pressão osmótica e da produção de ácido clorídrico no estômago — que afeta a digestão e absorção de nutrientes.
4. Por que beber só água pode piorar o quadro
Esse é um dos pontos mais contraintuitivos da hidratação esportiva: em treinos longos ou intensos, beber apenas água pode ser insuficiente — e em casos extremos, contraproducente.
O motivo é fisiológico. Quando você sua, perde água e eletrólitos. Se você repõe apenas água, dilui ainda mais os eletrólitos que sobraram no sangue. Esse fenômeno é chamado de hiponatremia dilucional — uma queda do sódio plasmático abaixo de 135 mmol/L.
Casos clínicos de hiponatremia associada ao exercício foram documentados em maratonistas, triatletas e praticantes de atividades de longa duração que ingerem grandes volumes de água pura. Os sintomas incluem náusea, dor de cabeça, confusão mental e, em casos graves, complicações neurológicas. Embora seja raro em treinos curtos de academia, o princípio se aplica: reposição inteligente é reposição completa.
Para o atleta amador típico — que treina 60 a 120 minutos por sessão, em ambiente parcialmente climatizado — a recomendação prática baseada nas diretrizes do ACSM e ISSN é:
- Pré-treino: 400-600 ml de líquido nas 2-3 horas anteriores
- Intra-treino: 150-300 ml a cada 15-20 minutos, com eletrólitos se a sessão for > 60 min ou em ambiente quente
- Pós-treino: 1,5 L de líquido com eletrólitos para cada 1 kg de peso perdido
5. Como repor eletrólitos no intra-treino
Existem três caminhos para repor eletrólitos durante o treino:
1. Alimentos sólidos
Frutas como banana (potássio), água de coco natural (potássio e sódio moderado) e até uma pitada de sal em água. O problema: difícil controlar a dosagem, pouco prático no meio da sessão e a digestão pode atrapalhar o treino.
2. Bebidas isotônicas comerciais tradicionais
Funcionais, mas frequentemente carregadas de açúcares simples, corantes artificiais e conservantes desnecessários. O perfil de eletrólitos também costuma ser desbalanceado — muita glicose e pouco magnésio, por exemplo.
3. Suplementos intra-treino específicos
Formulações desenvolvidas com perfil completo de eletrólitos, dose validada e ausência de ingredientes supérfluos. É a opção que combina praticidade, controle de dose e qualidade.
6. TH Hydrat: solução completa de eletrólitos para o intra-treino
O TH Hydrat, da linha Performance Series da Axgard Supplements, foi formulado como suplemento intra-treino (Precision Hydration) com perfil completo de eletrólitos somado a 1000 mg de taurina por dose. A proposta atende exatamente o cenário descrito ao longo deste artigo: repor sódio, potássio, magnésio e cálcio perdidos durante o esforço — e, simultaneamente, aproveitar o efeito da taurina, aminoácido cuja suplementação está associada na literatura a possíveis benefícios em performance e função neuromuscular (Kurtz et al., JISSN, 2021).
Características técnicas:
- Embalagem: 225g (7.93 oz) — Performance Series
- Composição por dose: 1000 mg de taurina, 600 mg de sódio, 750 mg de potássio, 63 mg de cálcio e 30 mg de magnésio
- Sabores disponíveis: Frutas Vermelhas e Tangerina
- Certificações: Gluten Free, matéria-prima importada (Imported Raw Material – padrão FDA)
- Perfil clean label: sem açúcares ocultos, sem corantes artificiais desnecessários
- Desenvolvido nos EUA, fabricado no Brasil em planta própria
- Quando usar: diluído em 500-600 ml de água, consumido ao longo do treino — especialmente em sessões acima de 60 minutos ou em dias mais quentes
Para quem busca uma estratégia simples de implementar: prepare a coqueteleira antes da sessão, leve para o treino e vá ingerindo a cada 15-20 minutos. É a forma mais prática de evitar a queda de rendimento causada pela perda de eletrólitos.
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7. Perguntas frequentes
Preciso tomar eletrólitos em todo treino?
Não necessariamente. Para sessões curtas (menos de 45-60 minutos) em ambiente fresco, água pode ser suficiente. A reposição com eletrólitos torna-se mais relevante em treinos longos, intensos, em ambientes quentes/úmidos, ou para pessoas com alta taxa de sudorese.
TH Hydrat substitui pré-treino?
Não — são produtos complementares. O TH Energy (pré-treino) atua no estímulo e energia antes da sessão. O TH Hydrat atua na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico durante o treino. Usar os dois em conjunto é uma estratégia comum.
Qual a diferença entre TH Hydrat e isotônicos de mercado?
A principal diferença está no perfil clean label: o TH Hydrat foi desenvolvido com foco em eletrólitos completos (sódio, potássio, magnésio, cloreto) sem a sobrecarga de açúcares simples e aditivos comuns em isotônicos tradicionais.
Posso usar TH Hydrat fora do treino?
Sim. Em dias muito quentes, durante jejum prolongado ou após episódios de desidratação leve (como ressaca), a reposição de eletrólitos pode contribuir para o restabelecimento do equilíbrio hídrico. Consulte um nutricionista para orientação individualizada.
Quantos gramas de sódio devo consumir durante o treino?
As diretrizes do ACSM sugerem entre 300 e 700 mg de sódio por litro de bebida intra-treino para sessões longas. A dose exata depende de fatores individuais como taxa de sudorese, intensidade, ambiente e duração da sessão.
Em resumo
A queda de rendimento no meio do treino tem explicação fisiológica clara: perda de água e eletrólitos pelo suor afeta diretamente a contração muscular, a transmissão neural e a entrega de oxigênio aos tecidos. A boa notícia é que se trata de uma variável controlável.
Estruturar uma rotina simples de hidratação intra-treino, com reposição adequada de sódio, potássio, magnésio e cloreto, é uma das intervenções de maior custo-benefício para quem busca consistência na performance. Não é sobre treinar mais — é sobre treinar com a fisiologia a favor.
8. Referências científicas
- Sawka, M. N., Burke, L. M., Eichner, E. R., Maughan, R. J., Montain, S. J., & Stachenfeld, N. S. (2007). American College of Sports Medicine position stand. Exercise and fluid replacement. Medicine and Science in Sports and Exercise, 39(2), 377–390. https://doi.org/10.1249/mss.0b013e31802ca597
- Maughan, R. J., & Shirreffs, S. M. (2010). Development of hydration strategies to optimize performance for athletes in high-intensity sports and in sports with repeated intense efforts. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20(s2), 59–69. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20840562/
- Baker, L. B. (2017). Sweating Rate and Sweat Sodium Concentration in Athletes: A Review of Methodology and Intra/Interindividual Variability. Sports Medicine, 47(Suppl 1), 111–128. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28332116/
- Zhang, Y., Xun, P., Wang, R., Mao, L., & He, K. (2017). Can Magnesium Enhance Exercise Performance? Nutrients, 9(9), 946. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28846654/
- Shirreffs, S. M., & Sawka, M. N. (2011). Fluid and electrolyte needs for training, competition, and recovery. Journal of Sports Sciences, 29(sup1), S39–S46. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22150427/
- Kerksick, C. M., Wilborn, C. D., Roberts, M. D., et al. (2018). ISSN exercise & sports nutrition review update: research & recommendations. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 15(1), 38. https://doi.org/10.1186/s12970-018-0242-y
- Hew-Butler, T., Loi, V., Pani, A., & Rosner, M. H. (2017). Exercise-Associated Hyponatremia: 2017 Update. Frontiers in Medicine, 4, 21. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28316971/
- Kurtz, J. A., VanDusseldorp, T. A., Doyle, J. A., & Otis, J. S. (2021). Taurine in sports and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 18(1), 39. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34039357/

